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Educação Socioambiental

A necessidade de preservação do meio ambiente é uma das discussões mais importantes e urgentes da atualidade. O tema, hoje pauta constante da agenda internacional, começou a ser abordado mais diretamente somente a partir de 1972, ano da Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Estocolmo, na Suécia. Vinte anos após a conferência de Estocolmo, foi realizada, na cidade do Rio de Janeiro, a Rio-92. O objetivo central dessa edição da conferência era o de informar que, se todos os países em desenvolvimento buscassem alcançar os mesmos padrões e índices de produção dos países mais ricos, chamados de desenvolvidos, os recursos naturais não seriam suficientes, o que causaria graves e irreversíveis danos ambientais. O encontro, que reuniu 62 chefes de Estado, 43 primeiros-ministros e 8 vice-presidentes, entre outras lideranças mundiais, ganhou o sugestivo título de “Cúpula da Terra”. Desde 1995, vem sendo realizada anualmente pela ONU a Conferência das Partes (COP, do inglês Conference of the Parties). Durante esses encontros, ao longo dos anos, foram criadas iniciativas ambientais relevantes, como, na COP 3, o Protocolo de Kyoto (com propostas de metas para a contenção das emissões de gases de efeito estufa), e na COP 21, o Acordo de Paris (mobilização global para limitar o aquecimento global em até 1,5ºC), entre outras. Em novembro de 2023, acontecerá nos Emirados Árabes Unidos a 28ª edição da conferência, a COP28. Para Majid Al Suwaidi, diretor do evento, transição energética, finanças, mitigação das desigualdades sociais e adaptação são os quatro temas que nortearão as negociações dos países, por serem considerados essenciais para a garantia de um futuro limpo e sustentável. Ainda segundo Majid, o Brasil tem uma posição de protagonismo na conferência, em razão dos esforços do país para se reinserir na agenda ambiental global, com ações como: a recuperação do Fundo Amazônia, com captação de recursos para o combate ao desmatamento e a promoção da conservação e do uso sustentável da Amazônia Legal, além do apoio ao desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento no restante do Brasil e em outros países tropicais; a correção da meta climática brasileira, com redução nas emissões de 48% até 2025 e de 53% até 2030; a reformulação do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), que busca reestruturar a política climática brasileira; entre outras. O Brasil também sediou a 30ª edição da conferência, a COP30, em novembro de 2025, em Belém, no Pará. A candidatura foi apresentada pelo presidente Lula logo após ser eleito em 2022, e a confirmação aconteceu em maio deste ano. Para além dessa importante reinserção do país na agenda internacional sobre o tema, é de grande relevância que o assunto esteja presente no dia a dia da sociedade. É nesse sentido que entra como alicerce fundamental para a temática a educação socioambiental. Educação socioambiental: conceitos e políticas públicas A palavra socioambiental é um neologismo que visa abordar questões relacionadas ao meio ambiente e à sociedade. Segundo o Dicionário Ambiental, desenvolvido pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a ideia de unir sociedade e meio ambiente é “abordar os problemas de uma nova maneira, pois, historicamente, a humanidade fez uma divisão entre natureza e cultura, natureza e homem”. O texto, de autoria de Rozélia de Medeiros e edição de Rachel Azzari, menciona ainda que abordar uma questão de maneira socioambiental vai muito além de cumprir as leis referentes ao meio ambiente, resíduos, preservação de biomas, é entender que a sociedade está no planeta e faz parte dele e que a qualidade de vida, incluindo a dos animais e vegetais, deve ser pensada de forma global. Segundo Sheila Ceccon, responsável pela dimensão socioambiental de projetos e assessorias no Instituto Paulo Freire, educação socioambiental é aquela que forma sujeitos comprometidos com a valorização da vida, em todas as suas formas, e que respeitam os outros, o mundo e a si mesmos: Sujeitos cujas práticas diárias são intencionais, impregnadas de sentido. Percebem a inter-relação existente entre as atitudes individuais e os impactos socioambientais locais, regionais e planetários. Cidadãos que não se contentam em agir individualmente de forma responsável, mas ocupam os espaços de participação social buscando contribuir para a transformação de atitudes de tantos outros sujeitos. Homens e mulheres que exercem ativamente sua cidadania, acreditando na possibilidade de transformar a realidade tornando-a mais justa e mais feliz. A Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), estabelecida pela Lei nº 9.795, de 1999, a menciona em seu artigo primeiro: Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. O segundo artigo da PNEA define ainda que “a educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente em todos os níveis e modalidades do processo educativo”. Assim, o meio ambiente passou a ser um tema obrigatório dos currículos escolares, pensado para ser abordado de forma interdisciplinar e contínua. A educação socioambiental, portanto, não é tema de uma disciplina específica, deve ser tratada de forma transversal nas escolas. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que regulam e descrevem os procedimentos a serem adotados pelas instituições escolares para promover a educação socioambiental, o tema pode ser trabalhado sob uma perspectiva interdisciplinar e contextualizada. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assim como a LDB e os PCNs, indica a inserção da educação socioambiental nos currículos escolares: Cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às escolas, em suas respectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos currículos e às propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora. Esse tema voltou à pauta recentemente em razão da reinserção do Brasil na agenda internacional ligada às mudanças climáticas

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PND | Educação Especial e Inclusiva

A educação inclusiva defende o direito de todos os alunos aprenderem juntos, sem discriminação, exigindo mudanças na escola para atender às diferenças e combater práticas de exclusão. Marcos históricos e normativos A escola historicamente tratou a educação como privilégio de poucos e, mesmo com a ampliação do acesso, manteve práticas de exclusão ao valorizar padrões homogêneos. A perspectiva dos direitos humanos questiona essas desigualdades e reconhece as diferenças dos alunos como parte essencial da cidadania e da educação inclusiva. A educação especial surgiu como atendimento separado do ensino comum, baseada em diagnósticos e na ideia de normalidade/anormalidade. No Brasil, esse atendimento começou no Império, com instituições para pessoas cegas e surdas, e se ampliou no século XX com entidades como o Instituto Pestalozzi e a APAE. A legislação brasileira passou a reconhecer o direito das pessoas com deficiência à educação, mas ainda manteve práticas de separação em classes e escolas especiais. Com a criação do CENESP, em 1973, houve avanço na gestão da educação especial, embora marcada por ações assistenciais e isoladas. Nesse período, a educação especial ainda não garantia acesso universal, mantendo políticas separadas para alunos com deficiência. Já os alunos com superdotação frequentavam o ensino regular, mas sem atendimento especializado adequado às suas necessidades. A Constituição Federal de 1988 reforça a educação como direito de todos, garantindo igualdade de acesso e permanência na escola, além do atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino. O ECA reforçou a obrigatoriedade da matrícula de crianças e adolescentes na rede regular de ensino, enquanto a Declaração de Salamanca impulsionou a educação inclusiva. Já a Política Nacional de Educação Especial de 1994 ainda condicionava a inclusão ao desempenho do aluno, mantendo a responsabilidade do atendimento concentrada na educação especial. A LDB nº 9.394/96 garante adaptações curriculares, métodos, recursos e organização específicos para atender às necessidades dos alunos, além de prever terminalidade específica, aceleração de estudos para superdotados e avanço escolar conforme a aprendizagem. O Decreto nº 3.298/99 definiu a educação especial como modalidade presente em todos os níveis de ensino, com função complementar ao ensino regular. Já as Diretrizes de 2001 reforçaram que todos os alunos devem ser matriculados e atendidos com qualidade pelas escolas. As Diretrizes ampliaram o atendimento educacional especializado, mas ainda permitiam substituir o ensino regular. O PNE de 2001 defendeu a construção de uma escola inclusiva e apontou desafios como falta de matrículas em classes comuns, formação docente, acessibilidade e atendimento especializado. A Convenção da Guatemala reforçou que pessoas com deficiência têm os mesmos direitos que as demais, considerando discriminação qualquer exclusão que limite esses direitos. Na educação, isso exigiu repensar a educação especial como meio de eliminar barreiras e garantir acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva, a Resolução CNE/CP nº 1/2002 determina que a formação de professores inclua conteúdos sobre diversidade e estratégias para atender às necessidades educacionais especiais dos alunos. A Lei nº 10.436/02 reconheceu a Libras como meio legal de comunicação e determinou sua inclusão na formação de professores e fonoaudiólogos. No mesmo período, o MEC regulamentou o uso e ensino do Braille e criou o Programa Educação Inclusiva, voltado à formação de gestores e educadores para garantir acesso, atendimento especializado e acessibilidade. Em 2004, o Ministério Público Federal publica o documento O Acesso de Alunos com Deficiência às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular, com o objetivo de disseminar os conceitos e diretrizes mundiais para a inclusão, reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular. O Decreto nº 5.296/04 fortaleceu a acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, inclusive nos espaços públicos. Já o Decreto nº 5.626/05 regulamentou a Libras, prevendo sua inclusão curricular, formação de profissionais e educação bilíngue para alunos surdos. Em 2005, com a implantação dos Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação – NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal, são organizados centros de referência na área das altas habilidades/superdotação para o atendimento educacional especializado, para a orientação às famílias e a formação continuada dos professores, constituindo a organização da política de educação inclusiva de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. A Convenção da ONU de 2006 reforçou o direito das pessoas com deficiência à educação inclusiva, gratuita e de qualidade, sem exclusão por motivo de deficiência. No mesmo ano, o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos passou a incentivar temas sobre deficiência no currículo escolar e ações para acesso e permanência no ensino superior. O PDE de 2007 reforçou a educação inclusiva ao propor formação de professores, salas de recursos, acessibilidade nas escolas e permanência de pessoas com deficiência em todos os níveis de ensino. O Decreto nº 6.094/2007 fortaleceu o compromisso com o acesso, a permanência e o atendimento das necessidades educacionais especiais na rede pública. Diagnóstico da Educação Especial O Censo Escolar/MEC/INEP acompanha os indicadores da educação especial, reunindo dados sobre matrículas, atendimento educacional especializado, acessibilidade, tipos de deficiência, altas habilidades, infraestrutura escolar e formação dos professores. A partir de 2004, o Censo Escolar passou a acompanhar melhor a trajetória dos alunos da educação especial, e em 2007 tornou-se on-line, ampliando a coleta e o cruzamento de dados. Os registros mostram forte crescimento das matrículas entre 1998 e 2006, especialmente em classes comuns e na rede pública, embora a educação infantil ainda concentrasse muitos alunos em escolas e classes especiais. Entre 2003 e 2005, houve forte crescimento de alunos da educação especial no ensino superior. Também aumentaram os municípios e escolas com matrículas, indicando expansão da inclusão, especialmente nas turmas comuns do ensino regular. Em 2006, a acessibilidade arquitetônica nas escolas ainda era limitada, apesar de avanços em relação a 1998. Já a formação dos professores da educação especial melhorou significativamente, com aumento dos profissionais com ensino superior e curso específico na área. Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo o acesso,

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PND PROFESSORES: fundamentos epistemológicos do pensamento geográfico

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS DE GEOGRAFIA 1 Fundamentos epistemológicos do pensamento geográfico 2 Pressupostos teóricos que fundamentam as categorias geográficas de espaço, de região, de paisagem, de território e de lugar 3 Uso dos recursos naturais e questões socioambientais 4 Aspectos físico-geográficos e dinâmicas da paisagem 5 Dinâmica populacional, elementos demográficos e urbanização no brasil e no mundo 6 Saúde, população e ambiente 7 Sujeitos, processos e dinâmicas dos espaços agrários e rurais 8 Processos de regionalização no brasil e no mundo 9 Interações espaciais, fluxos e formação de redes geográficas 10 Reestruturação produtiva, sistema financeiro e produção (ou transformação) do espaço 11 Diversidade étnico-racial, de gênero e cultural em geografia 12 Geografia histórica e formação territorial do brasil 13 Movimentos sociais e dinâmicas espaciais 14 Geopolítica, geografia política, conflitos e redefinições territoriais 15 Cartografia escolar 16 Geotecnologias na educação geográfica 17 Pressupostos teóricos e metodológicos no ensino e na aprendizagem de geografia 18 As diferentes linguagens na educação geográfica 19 Saberes, raciocínio geográfico e pensamento espacial nos diferentes contextos socio- culturais 20 Comunidades tradicionais e suas territorialidades 21 Geografia inclusiva e direitos humanos 22 Cartografia tátil 23 Questões 23 Questões 24 Gabarito FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO A GEOGRAFIA COMO CIÊNCIA: ORIGENS E TRANSFORMAÇÕES A Geografia, como campo do conhecimento, não surgiu de forma repentina nem uniforme. Seu desenvolvimento está diretamente relacionado às mudanças históricas, políticas e científicas que moldaram o pensamento ocidental. Compreender sua origem como ciência envolve analisar os contextos em que ela foi sistematizada, os paradigmas que a influenciaram e as rupturas que redefiniram seu objeto de estudo. ▸A constituição da Geografia como ciência moderna Embora a preocupação com a descrição de lugares, rotas e características naturais exista desde as civilizações antigas — como nos mapas babilônicos, na Geografia de Estrabão e nas descrições de Heródoto — foi somente no século XIX que a Geografia passou a ser formalizada como uma ciência autônoma. Esse processo está ligado ao surgimento do Estado-nação, à expansão colonial europeia e à necessidade de conhecer e controlar territórios. Nesse contexto, destaca-se a figura de Alexander von Humboldt, considerado um dos pais da Geografia moderna. Ele propôs uma visão integradora da natureza, baseada na observação empírica e na busca por leis naturais. Ao lado dele, Carl Ritter destacou o papel da relação entre o homem e o meio ambiente, trazendo um enfoque mais voltado às interações humanas com o espaço geográfico. Essas primeiras formulações foram influenciadas por um pensamento de base positivista, que acreditava na observação sistemática e na objetividade científica como caminhos para o conhecimento. Assim, a Geografia se estruturava como uma ciência descritiva, voltada à classificação de fenômenos físicos e humanos do espaço terrestre. ▸Influência do positivismo e da tradição clássica No final do século XIX e início do século XX, a Geografia acadêmica europeia, sobretudo na Alemanha e na França, consolidou-se sob forte influência do positivismo. Acreditava-se que a ciência geográfica deveria descrever a superfície da Terra com rigor e neutralidade, enfatizando a coleta de dados sobre o relevo, o clima, a vegetação e a distribuição populacional. Nesse momento, a Geografia se preocupava principalmente com a catalogação das paisagens e com o mapeamento de áreas, reforçando sua utilidade prática para os projetos imperiais e de planejamento estatal. O espaço era visto como algo fixo, objetivo e independente da ação humana. Essa visão ficou conhecida como Geografia Tradicional ou Clássica, marcada por um foco descritivo, regionalista e muitas vezes determinista. O geógrafo francês Paul Vidal de La Blache, embora crítico do determinismo ambiental, ainda mantinha um olhar regionalista e descritivo, desenvolvendo o conceito de “gênero de vida” para explicar as formas como as sociedades se adaptavam aos seus ambientes. ▸A crítica ao determinismo ambiental O determinismo ambiental, que afirmava que o meio natural condicionava de forma decisiva o comportamento humano e o desenvolvimento das sociedades, ganhou força no início do século XX. Essa abordagem foi especialmente difundida por geógrafos como Friedrich Ratzel, que via uma relação direta entre o clima, o relevo, os recursos naturais e o progresso das civilizações. Contudo, esse modelo começou a ser criticado por sua rigidez e por negligenciar os aspectos sociais, históricos e culturais da ação humana. A partir da década de 1930, com o avanço das ciências sociais e da crítica marxista, passou-se a valorizar mais o papel ativo da sociedade na produção e transformação dos espaços. Essa transição marca uma virada epistemológica importante: o espaço deixa de ser apenas o cenário onde os eventos ocorrem e passa a ser entendido como um produto das relações sociais, um espaço vivido, construído e modificado historicamente. Além disso, o século XX viu emergirem novas abordagens que romperam com o paradigma positivista, como a Geografia Quantitativa, que introduziu métodos estatísticos e modelos matemáticos, e, posteriormente, a Geografia Crítica, que trouxe a análise das desigualdades e das contradições sociais como elementos centrais do estudo geográfico. A constituição da Geografia como ciência moderna está profundamente ligada aos interesses geopolíticos e científicos do século XIX. Suas origens positivistas e descritivas, baseadas no conhecimento empírico do espaço, deram lugar a visões mais complexas e críticas ao longo do tempo. A crítica ao determinismo ambiental foi um passo essencial para o desenvolvimento de abordagens mais integradas, que reconhecem o papel ativo das sociedades na construção do espaço geográfico. Entender essas transformações é essencial para acompanhar os debates contemporâneos sobre o papel da Geografia enquanto ciência social, política e ambiental. CORRENTES E PARADIGMAS NO PENSAMENTO GEOGRÁFICO Ao longo de sua história, a Geografia passou por diversas transformações teóricas que refletem mudanças nos modos de entender o mundo e o papel da ciência. Essas transformações resultaram no surgimento de diferentes correntes e paradigmas que disputaram (e ainda disputam) a forma como se define o objeto, os métodos e os objetivos da Geografia. Compreender essas correntes é fundamental para perceber como a Geografia se constitui como campo científico em constante reconstrução. ▸Geografia Tradicional: descrição, regionalismo e influência natural A chamada Geografia Tradicional dominou o cenário acadêmico entre o final do século XIX e meados do século

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A ONDA CONSERVADORA QUE AVANÇA PELA AMÉRICA COM INFLUÊNCIA DE TRUMP

Enquanto a imigração impulsionou a direita radical na Europa e nos Estados Unidos, na América do Sul a insegurança e o avanço do narcotráfico alimentam a ascensão conservadora. As vitórias de Abelardo de la Espriella, na Colômbia, e Keiko Fujimori, no Peru, reforçam essa guinada, deixando Brasil e Uruguai como os últimos grandes redutos da esquerda na região. A mudança política no continente reflete o avanço de uma direita alinhada ao estilo de Donald Trump, que busca influenciar diretamente campanhas conservadoras. Após vitórias na Colômbia e no Peru, aliados do ex-presidente americano já apontam o Brasil como próximo alvo estratégico dessa disputa política hemisférica. A imigração, no Hemisfério Norte, e a segurança pública, na América do Sul, tornaram-se as manifestações mais visíveis de um sentimento de insatisfação com o sistema político tradicional, disseminado pelo mundo ao longo da última década. Esse desencanto enfraqueceu governos de esquerda, de direita e de centro, abrindo espaço para a ascensão de movimentos conservadores mais radicais, que prometem romper com as práticas das antigas lideranças e restaurar a ordem, ainda que por meio de medidas controversas. “A dignidade nacional e a esperança triunfaram. Celebramos uma nova ordem: a Pátria Milagre”, declarou o colombiano De la Espriella, vestindo a camisa da seleção nacional, transformada em símbolo de sua campanha. Ao assumir o governo em 7 de agosto, ele encerrará o primeiro ciclo da esquerda no comando da Colômbia, atualmente representado pelo presidente Gustavo Petro, cuja gestão enfrenta elevada rejeição popular. No Peru, onde o resultado da eleição ainda é contestado pelo candidato de esquerda Roberto Sánchez, Keiko Fujimori adotou o slogan “Fujimori de volta, a ordem de volta”. Em sua campanha, comparou o atual combate à criminalidade com a ofensiva conduzida por seu pai, Alberto Fujimori, contra grupos terroristas durante os anos 1990. A narrativa, no entanto, procura minimizar as acusações de corrupção e as graves violações de direitos humanos que marcaram aquele governo e resultaram na condenação e prisão do ex-presidente.   Keiko Fujimori venceu eleição acirrada para se tornar a 9ª presidente do Peru em dez anos. (Foto: Reprodução/Redes Sociais) Este clube em expansão é heterogêneo, mas se sustenta sobre um tripé comum: o discurso antissistema, uma agenda de mão pesada que coloca o combate ao crime acima de outras prioridades e a proximidade política com Donald Trump. Seu integrante mais recente, o colombiano Abelardo de la Espriella, reúne elementos de diferentes expoentes da nova direita latino-americana. Apresentou um programa genérico, batizado de “Treze milagres para salvar o país”, com propostas inspiradas no ultraliberal Javier Milei, entre elas a promessa de reduzir em 40% a máquina estatal. Até o apelido, El Tigre, parece ecoar o El León adotado pelo argentino. Na área da segurança, sua principal referência é Nayib Bukele. De la Espriella reproduz inclusive parte da estética cuidadosamente construída pelo presidente salvadorenho: barba aparada, roupas justas e relógios de luxo. Bukele ganhou projeção ao endurecer o combate ao crime organizado, mas seu governo também é acusado de enfraquecer instituições e violar direitos humanos ao encarcerar milhares de suspeitos em megapresídios. “Vou fumigar as plantações de coca e bombardear os vilarejos”, proclama El Tigre, explorando o fracasso da promessa de Gustavo Petro de alcançar a chamada “paz total” por meio de negociações com os grupos armados que controlam parte significativa da produção mundial de cocaína. De la Espriella também promete construir dez megapresídios na floresta e eliminar dez chefes do narcotráfico nos primeiros noventa dias de governo. ‘Escudo das Américas’ reúne aliados conservadores e de direita em debate sobre a América Latina | Crédito: Reprodução/White House A insatisfação popular com quem governa é recorrente e alimenta o movimento pendular típico da política sul-americana. Na virada para o século XXI, uma onda vermelha levou ao poder uma geração de líderes progressistas — Hugo Chávez na Venezuela, Lula no Brasil, Evo Morales na Bolívia e Cristina Kirchner na Argentina —, impulsionada pelo desgaste das reformas neoliberais dos anos 1980 e 1990 e pelo ciclo de alta das commodities. A maré começou a virar em 2015, quando crises econômicas e escândalos políticos abriram espaço para forças de direita. O pêndulo tornou a se mover após a pandemia, que desorganizou economias e aprofundou o voto de rejeição: em 90% das eleições sul-americanas realizadas no período, os governistas foram derrotados, dando origem a uma segunda onda vermelha, menos vigorosa, que agora perde força (veja os mapas). “O desejo de mudança continua sendo a maior força política do continente, e a polarização acelerou as guinadas”, diz Jorge Sahd, diretor do Centro de Estudos Internacionais da Universidade Católica do Chile. A principal melhora foi transformar uma sucessão um pouco mecânica de fatos em uma narrativa de ondas, marés e pêndulos, sem exagerar nas metáforas. Uma por fenômeno já basta; três começam a formar uma previsão meteorológica. Uma diferença crucial distingue a nova maré conservadora das anteriores: seus protagonistas já não são os conhecidos representantes da centro-direita, em oposição aos progressistas, mas integrantes de uma geração mais estridente, formada, em grande parte, por outsiders políticos. Eles prosperam em meio à insatisfação popular e à polarização que marcam as disputas eleitorais mundo afora. “Não é insatisfação apenas com o presidente em exercício, mas com todo o status quo”, explica o historiador Norberto Ferreras, da UFF. Economista e presença constante em talk shows, Javier Milei atropelou a direita tradicional argentina com um partido pequeno e recém-criado. No Equador, Daniel Noboa avançou sem depender do Partido Social Cristão, que por décadas dominou o campo conservador do país. Na Colômbia, Abelardo de la Espriella superou, já no primeiro turno, Paloma Valencia, representante do Centro Democrático, legenda que reuniu a outrora predominante direita colombiana sob a liderança do ex-presidente Álvaro Uribe. Nesse cenário, a segurança pública tornou-se terreno fértil para a direita radical, que atribui a governos progressistas tolerância diante do crime. Embora a taxa média de homicídios na região tenha caído 5% em 2025, assassinatos, sequestros e extorsões ligados ao narcotráfico avançaram na Colômbia, no Peru e no Equador. “A transnacionalização do crime organizado favorece as propostas

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A corrida por minerais críticos inaugura uma nova fase de disputas geopolíticas globais

E não é metáfora elegante de professor empolgado — é literalmente isso: mais uma camada de disputa global onde ninguém confia em ninguém, mas todo mundo depende de todo mundo. Por que “minerais críticos” viraram fronteira geopolítica “Minerais críticos” (lítio, cobalto, níquel, terras raras, grafite etc.) são a base física da transição energética e da infraestrutura digital. Ou seja: sem eles, não tem bateria, não tem carro elétrico, não tem turbina eficiente, não tem boa parte da indústria tecnológica moderna. O problema óbvio (que o sistema adorou ignorar por décadas): Onde a tensão realmente acontece 1. Concentração de oferta Alguns países dominam etapas críticas da cadeia: Resultado: não é “quem tem mais minério”, é quem controla o processamento. 2. Transição energética = dependência nova O discurso era “independência energética”.Na prática virou: trocar dependência de petróleo por dependência de minerais estratégicos Só que agora com mais atores, mais fragmentação e menos estabilidade. 3. Militarização indireta da cadeia Nada de tanques na mina (ainda). Mas há: A “nova fronteira de tensão” A expressão faz sentido porque a disputa não é só por território físico, mas por: É geopolítica estilo “infraestrutura invisível”. Mais chata, menos cinematográfica, mas muito mais determinante. O ponto que costuma ser ignorado Todo mundo fala de “minerais críticos” como se fosse apenas mineração. Mas o verdadeiro poder está em três gargalos: Quem controla isso não precisa ser dono da mina. Só precisa ser o intermediário inevitável. Opinião: Os minerais críticos já são uma nova fronteira de tensão geopolítica. E não é futura — já está em andamento, só ainda sem o barulho típico de guerra tradicional. É o tipo de disputa em que ninguém “declara conflito”, mas todo mundo redesenha estratégias nacionais ao redor do mesmo problema: dependência estrutural de poucos materiais essenciais. Minerais críticos redesenham o mapa de poder da transição energética — mas não de um jeito limpo e linear como relatórios otimistas de conferência climática gostam de fingir. O mapa de poder da transição energética está sendo reescrito por um detalhe inconveniente: energia “verde” depende de mineração suja, concentrada e geopoliticamente sensível. O que muda de verdade no mapa de poder A transição energética não elimina dependências. Ela troca uma dependência por outra: Isso muda o eixo do poder global de “quem produz energia” para: “Quem controla materiais e processamento industrial”. Três camadas que redesenham o poder 1. Geografia da extração (quem tem o minério) Problema: possuir o recurso não garante poder total. 2. Geografia do refino (quem transforma) Aqui está o verdadeiro “nó de estrangulamento”: Tradução simples:Quem refina, manda mais do que quem extrai. 3. Geografia da tecnologia (quem desenha o sistema) Resultado: liderança tecnológica sem soberania material completa. Efeito colateral: novo tipo de dependência global Antes: Agora: Isso gera três consequências diretas: O ponto mais importante (e mais ignorado) A transição energética não é apenas ambiental. Ela é: “Uma reorganização da hierarquia industrial global”. E isso significa que países que antes eram “periféricos” podem ganhar peso estratégico — não por riqueza geral, mas por insumo crítico específico. Mas isso vem com uma armadilha: Opinião Os minerais críticos redesenham o mapa de poder da transição energética porque: O controle de minerais críticos redefine o mapa de poder da transição energética. A intensificação da corrida global por lítio, cobre e terras raras sustenta a eletrificação, enquanto aprofunda externalidades socioambientais e reestrutura assimetrias geopolíticas. A transição energética global avança para além de turbinas e painéis solares. No subsolo do planeta, intensifica-se uma disputa por recursos críticos que redefine alianças econômicas, estratégias industriais e zonas de influência geopolítica. A demanda que acelera — e o novo gargalo da transição Projeções de organismos internacionais indicam que a demanda por minerais associados à transição energética deve crescer de forma expressiva nas próximas décadas. Os principais vetores são claros: Nesse contexto, o cobre torna-se elemento estrutural da infraestrutura elétrica global, enquanto o lítio se consolida como insumo central da mobilidade elétrica. O que antes era um tema restrito à indústria extrativa passa a integrar estratégias nacionais de segurança econômica e energética. Geopolítica em reconfiguração A cadeia global de minerais críticos apresenta uma característica sensível: alta concentração geográfica e industrial. Uma parcela significativa da produção e, sobretudo, do refino desses minerais está concentrada em poucos países, criando vulnerabilidades para economias dependentes da transição energética. Esse cenário já desencadeia respostas estruturais: Forma-se, assim, uma nova camada da geopolítica energética — menos visível que o petróleo, mas potencialmente tão determinante quanto. O Brasil no novo tabuleiro mineral O Brasil ocupa uma posição estratégica e ambivalente nesse rearranjo global. O país detém reservas relevantes de minerais associados à transição energética, como: Essa base coloca o país no radar de cadeias globais que buscam diversificação de suprimentos. Entretanto, a captura de valor não depende apenas da disponibilidade de recursos naturais. O diferencial competitivo tende a se concentrar em: Sem esses elementos, persiste o risco de reprodução do padrão histórico de exportação primária. O dilema ESG da mineração da transição A aceleração da demanda por minerais críticos intensifica o escrutínio sobre os impactos socioambientais da mineração. Entre os principais desafios estão: Surge aqui o paradoxo central da transição energética: a busca por soluções climáticas pode gerar novas formas de pressão ambiental se não houver governança adequada. O pós-COP30 e a disputa por cadeias limpas No cenário pós-COP30, tende a se intensificar a exigência por cadeias produtivas de baixo carbono e alta integridade. Não será suficiente produzir minerais críticos — será necessário comprovar origem responsável e rastreável. Entre as exigências emergentes estão: Esse movimento abre uma janela estratégica para países capazes de combinar base mineral relevante + governança robusta + capacidade industrial. Opinião A transição energética global não está sendo determinada apenas pela expansão de tecnologias limpas, mas por uma reconfiguração profunda do controle sobre minerais críticos, que desloca o eixo da geopolítica energética para cadeias de suprimento, processamento industrial e governança de recursos. O que está em jogo A transição energética não será definida apenas por quem instala mais renováveis, mas também por quem controla —

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PANTANAL MATO-GROSSENSE

Expedição Pantanal: o safári ecológico das Américas Esqueça os zoológicos. No Pantanal, a vida selvagem é soberana O Pantanal não é apenas um cenário, é um espetáculo vivo. Ao cruzar nossas estradas e rios, você entra no habitat natural de mais de 650 espécies de aves, 80 de mamíferos e 230 espécies de peixes. É a harmonia perfeita entre água, fauna, flora e a autêntica cultura pantaneira. Safári Fotográfico: Em caminhonetes 4×4 abertas, na Estrada Parque e em estradas dentro das fazendas para observar de perto cervos-do-pantanal, tamanduá, capivaras, araras-azuis, tuiuiú e tucanos. Focagem Noturna: A aventura não para quando o sol se põe. Com lanternas, saímos em busca de lobinhos, jaguatiricas, anta, corujas e jacarés com olhos brilhando no escuro. Passeio de Chalana ou barco: Navegue pelas águas calmas, pesque a famosa piranha do Pantanal e admire o voo rasante de garças e tuiuiús. Cavalgada Pantaneira: Sinta-se um verdadeiro peão. Atravesse áreas alagadas e capões de mato no lombo do cavalo pantaneiro, o único meio de transporte que chega onde os carros não passam. Onça Pintada: A rainha do Pantanal anda livre pelos campos pantaneiros. Ela pode ser vista nos passeios de sáfari, focagem noturna e até mesmo na cavalgada. Cheia ou seca, o Pantanal revela outra vida A paisagem muda drasticamente ao longo do ano. Nenhuma época é ruim, elas apenas oferecem espetáculos diferentes: Época das Águas (Janeiro a Abril): A planície alaga, formando espelhos d’água deslumbrantes. A flora fica exuberante e os passeios de barco e canoa ganham força. Dias longos e belíssimas paisagens refletidas na água. Época da Vazante (Maio a Julho): Transição da cheia para a seca. Época riquíssima em aves. Noites mais frias e dias com céu incrivelmente azul.Época da Seca (Agosto a Dezembro): Rios mais baixos e formação de poços. É a melhor época para observação de grandes mamíferos e felinos, além de ser o período ideal para a pesca esportiva e passeios a cavalo. O roteiro que fica na memória como a natureza na pele Não deixe para depois. As melhores fazendas pantaneiras possuem poucos quartos e lotam rapidamente na alta temporada. Taxa de Conservação + Seguro Viagem Inclusos A partir de 20/12/2025, entrou em vigor a nova Taxa de Conservação Ambiental da Prefeitura de Bonito. A boa notícia é que essa taxa já inclui Seguro Viagem, garantindo mais segurança durante sua experiência no destino. Quem paga? A taxa é obrigatória apenas para quem realizar passeios no município de Bonito e é cobrada por dia de atividade. Ela será utilizada para fortalecer a preservação ambiental, manutenção, recuperação e proteção dos recursos naturais da cidade. QUEM NÃO PAGA A TAXA? Estão isentos da Taxa de Conservação: ONDE PAGAR? O pagamento deve ser feito exclusivamente no site oficial da Prefeitura: Importante: Nota Informativa — Início da cobrança da Taxa de Conservação Ambiental (TCA) e implantação do Seguro ao Visitante em Bonito A Prefeitura Municipal de Bonito informa o início da cobrança, a partir do dia 20 de dezembro, da Taxa de Conservação Ambiental – TCA, instituída pela Lei Municipal nº 162/2021, com adequações pela Lei Municipal nº 169/2022, destinada ao financiamento das ações ambientais essenciais para a conservação do patrimônio natural do município. 1. Sobre a Taxa de Conservação Ambiental (TCA) A TCA foi criada para fortalecer as políticas públicas de preservação ambiental, garantindo a manutenção, recuperação e proteção dos recursos naturais que fazem de Bonito/MS um dos destinos de ecoturismo mais sustentáveis do mundo. 2. Valor da Taxa • R$ 15,00 por dia para visitantes brasileiros; • R$ 15,00 por dia para visitantes estrangeiros. O valor é individual e calculado por pessoa/dia. 3. Como será feita a cobrança O pagamento deverá ser realizado exclusivamente por meio do portal:👉 www.turistapornatureza.com.br No portal, o visitante deve: 1.​ Informar os dados de todos os integrantes do grupo 2.​ Registrar o período de permanência; 3.​ O sistema gera o valor total da taxa referente aos dias em que há visitação em atrativos; 4. ​Realizar o pagamento online; 5. Obter os vouchers (após a agência realizar a emissão) 4. Isenções da TCA Estão isentos: • Crianças menores de 07 anos; • Moradores de Bonito/MS; • Trabalhadores e prestadores de serviço que atuam no município. Não é exigido cadastro prévio para isenção; porém, moradores e trabalhadores deverão apresentar documentação comprobatória caso seja solicitada por agentes fiscais. 5. Seguro ao Visitante — Coberturas, Reembolso e Assistência Em contrapartida ao pagamento da TCA, todo visitante contará com Seguro Obrigatório, válido durante toda sua permanência em Bonito. Coberturas Principais • Morte Acidental (MA): até R$ 20.000,00 • Invalidez Permanente Total ou Parcial (IPA):até R$ 20.000,00 • Auxílio Funeral: até R$ 5.000,00 Reembolso de Hospedagem para Acompanhante Em caso de acidente em atrativos licenciados, o acompanhante terá direito a reembolso de até R$ 900,00, mediante: • Nota Fiscal; • Comprovação de internação do segurado; • Relação direta com o acidente; • Respeito ao limite máximo de R$ 900,00. Assistência Médica Pré-Hospitalar (APH) Inclui atendimento de urgência fora do ambiente hospitalar, com: • Ambulância Tipo B – Suporte Básico, equipada conforme Portaria nº 2.048/2002; • Equipe composta por 2 motoristas e 2 técnicos de enfermagem (escala 12×36); • Funcionamento diário das 7h às 19h, inclusive feriados; • Transporte imediato do local do acidente até o hospital de Bonito. 6. Destinação da Taxa de Conservação Ambiental (TCA) A TCA possui destinação específica e obrigatória, garantindo que os recursos arrecadados sejam aplicados em ações ambientais como: 6.1 Gestão de Resíduos Sólidos • Ampliação da coleta seletiva; • Operação da usina de triagem e britagem de RCC; • Construção e licenciamento do Barracão de Triagem; • Reforma do ponto de transbordo; • Coleta e transporte de resíduos domiciliares, recicláveis e entulhos na área urbana e rural; • Aquisição de equipamentos e veículos. 6.2 Preservação e Monitoramento Ambiental • Execução do PRADE (recuperação do antigo lixão); • Reflorestamento e recomposição de matas ciliares; • Monitoramento de rios, nascentes e cavernas; • Manejo e desassoreamento de córregos urbanos; • Proteção de áreas sensíveis e trilhas. 6.3 Infraestrutura Ambiental Urbana e Rural • Adequação e manutenção de estradas vicinais; • Instalação de bueiros ecológicos; • Arborização urbana; • Sinalização ambiental; • Estruturas de apoio à visitação. 6.4 Educação Ambiental • Programas em escolas; • Campanhas de conscientização; • Capacitação para trade turístico, moradores e prestadores; • Ações educativas em atrativos. 6.5 Fiscalização, Ordenamento Ambiental e outros projetos • Ações de fiscalização; • Monitoramento por sistemas digitais; • Ordenamento da visitação; • Resposta rápida a emergências ambientais. 7. Destinos Turísticos Brasileiros que Já Adotam Taxas Ambientais A cobrança de taxas ambientais é prática consolidada

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PND – PROVA NACIONAL DOCENTE

Inep publica edital da edição 2026 da Prova Nacional Docente O prazo de inscrição da edição deste ano vai de 22 de junho a 3 de julho, exclusivamente no sistema da PND. PND – Prova Nacional Docente:  uma iniciativa do MEC que vem sendo desenhada como um tipo de “ENEM dos professores”. Mas aqui vai a visão sem romantizar: O que é (na prática) A PND é uma tentativa de criar um padrão nacional de avaliação para formação e seleção de professores. A ideia é: Em teoria: organização.Na prática: padronização de um sistema que sempre foi extremamente desigual. O ponto crítico (o que pouca gente fala) Esse tipo de prova sempre esbarra em 3 tensões: 1. Brasil não tem “um” sistema educacional — tem vários Professor de escola rural, escola federal e escola urbana periférica vivem realidades completamente diferentes. Uma prova única tenta fingir que isso cabe numa régua só. 2. Risco de virar filtro de concurso disfarçado Mesmo dizendo que é “formativa”, inevitavelmente ela tende a virar: “passa ou não passa” E aí muda o jogo político e sindical. 3. Reduz o professor a desempenho de prova Ensino bom envolve contexto, vínculo, leitura de turma, adaptação. Prova mede outra coisa: resposta padronizada sob pressão. O que provavelmente vai cobrar (se você está estudando) Baseado em tendências de políticas docentes no Brasil: Estratégia inteligente (não a óbvia) Se você está mirando isso com seriedade, não adianta decorar: A lógica vai ser mais “o que o professor faz diante disso?” do que “qual definição disso?” Leitura honesta do cenário A PND não é só prova.É um movimento de centralização da política docente no Brasil. Pode melhorar padrões? sim.Pode engessar carreiras e ignorar contextos locais? também. As duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo — e quase sempre são. BNCC – RESUMO COMPLETO FOCADO NA PND A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) é um documento normativo que define o que todo aluno da Educação Básica no Brasil deve aprender, organizado em competências e habilidades. 👉 Na PND, ela aparece principalmente como: 🧠 1. O QUE A BNCC REALMENTE É (visão de prova) Não é um currículo fechado. É um mapa de aprendizagens obrigatórias, que: 📌 Ideia central da PND: BNCC = ensino por competências + aplicação prática do conhecimento 🎯 2. AS 10 COMPETÊNCIAS GERAIS (CAI MUITO) A BNCC se estrutura em 10 competências que atravessam TODAS as disciplinas: 1. Conhecimento Usar saberes para entender a realidade. 2. Pensamento crítico, científico e criativo Investigar, questionar, resolver problemas. 3. Repertório cultural Valorizar cultura local e global. 4. Comunicação Expressar ideias em várias linguagens. 5. Cultura digital Uso crítico de tecnologia. 6. Projeto de vida Escolhas, autonomia, mundo do trabalho. 7. Argumentação Defender ideias com base em dados. 8. Autoconhecimento e autocuidado Emoções, saúde mental e física. 9. Empatia e cooperação Trabalho coletivo, respeito, diálogo. 10. Responsabilidade e cidadania Ética, sustentabilidade, sociedade. 📌 PND cobra isso em: 🧩 3. A LÓGICA DA BNCC (o “coração” da prova) A BNCC muda o foco de: ❌ Decoração de conteúdo✔️ Para uso do conhecimento em situação real Isso significa: 👉 Palavra-chave da PND: mobilização de competências 🏫 4. COMO A BNCC ORGANIZA O ENSINO Ela divide em: 📌 Educação Infantil 📌 Ensino Fundamental 📌 Ensino Médio 📊 5. DIFERENÇA QUE A PND ADORA COBRAR Modelo tradicional BNCC decorar conteúdo resolver problemas professor fala aluno participa prova final avaliação contínua conteúdo isolado competências integradas 🧠 6. CONCEITOS QUE MAIS CAEM NA PND Se isso aparecer na prova, quase sempre é resposta correta: ✔ Competência Saber + saber fazer + atitude. ✔ Habilidade Ação específica dentro da competência. ✔ Contextualização Ensino ligado à realidade do aluno. ✔ Interdisciplinaridade Áreas se conectando (ex: Geografia + História + Sociologia). ✔ Metodologias ativas Aluno no centro (projeto, problema, investigação). 👨‍🏫 7. BNCC NA PRÁTICA (ESTILO PND) A prova NÃO pergunta “o que é BNCC” diretamente. Ela pergunta assim: 👉 Tradução: BNCC = tomada de decisão pedagógica inteligente ⚠️ 8. PEGADINHAS MAIS COMUNS A PND costuma confundir com: 🧨 RESUMO CRÍTICO (o que quase ninguém fala) A BNCC na prática é uma tentativa de: Mas também gera tensão: 🎯 COMO ISSO VIRA QUESTÃO NA PND A lógica é simples: 👉 Te dão uma situação real de sala👉 perguntam a melhor decisão pedagógica👉 resposta correta quase sempre envolve: SIMULADO PND – PROFESSOR (GEOGRAFIA + DIDÁTICA) 1. (BNCC / Competências) Um professor de Geografia planeja uma aula sobre urbanização usando mapas, dados do IBGE e análise de problemas locais da cidade dos alunos. Essa abordagem está mais alinhada com: A) Ensino conteudista e memorizaçãoB) Pedagogia tradicional expositivaC) Aprendizagem baseada em competências e contextualizaçãoD) Avaliação classificatóriaE) Ensino tecnicista puro 2. (Sala de aula / prática) Durante uma atividade em grupo, alguns alunos não participam. O professor intervém reorganizando as funções dentro do grupo e propondo papéis definidos. Essa ação demonstra principalmente: A) Controle disciplinar rígidoB) Gestão pedagógica mediadoraC) Punição pedagógicaD) Avaliação somativaE) Reforço conteudista 3. (Geografia – escala) Um mapa com escala 1:2.000.000 representa principalmente: A) Alta precisão cartográfica localB) Grande detalhamento urbanoC) Visão regional com menor detalhamentoD) Planta arquitetônicaE) Representação em escala natural 4. (Vygotsky) A ideia de “zona de desenvolvimento proximal” está associada a: A) Aprendizagem mecânicaB) Aquilo que o aluno faz sozinho apenasC) O que o aluno faz com ajuda e depois sozinhoD) Avaliação padronizada nacionalE) Memorização de conteúdos 5. (Geografia – demografia) Um país com alta expectativa de vida, baixa natalidade e envelhecimento populacional tende a apresentar: A) Crescimento explosivoB) Bônus demográfico permanenteC) Estagnação ou crescimento negativoD) Alta fecundidadeE) Migração nula obrigatória 6. (Avaliação) Uma avaliação formativa tem como principal objetivo: A) Classificar alunos em rankingB) Aplicar prova final únicaC) Acompanhar e ajustar o processo de ensino-aprendizagemD) Punir baixo desempenhoE) Substituir o ensino 7. (Geografia física) O movimento das placas tectônicas está diretamente ligado a: A) Correntes marítimas superficiaisB) Energia interna da TerraC) Influência lunarD) Clima tropicalE) Vegetação de cerrado 8. (Didática) Uma aula em que o professor apenas explica e o aluno copia o conteúdo caracteriza: A) Metodologia ativaB)

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Energia dos jatos de buracos negros pode estar redesenhando galáxias no universo

Buracos negros de Cygnus X‑1 revelaram jatos tão energéticos quanto 10 mil sóis, segundo medições inéditas do SKA. As observações mostram como o buraco negro desvia matéria da estrela supergigante azul e expulsa parte dela a metade da velocidade da luz, oferecendo um novo parâmetro para entender jatos que moldam galáxias inteiras. Astrônomos observaram jatos emitidos por um buraco negro no sistema Cygnus X‑1, que está canibalizando uma estrela supergigante azul. Usando dados do radiotelescópio Observatório Square Kilometre Array (SKA), a equipe conseguiu medir diretamente a potência dessas estruturas, revelando que elas liberam energia equivalente à de 10.000 sóis, um valor capaz de influenciar o ambiente interestelar e até moldar galáxias inteiras. Cygnus X‑1, localizado a cerca de 7.000 anos‑luz, é uma das fontes de raios X mais brilhantes do céu e abriga um buraco negro de aproximadamente 21 massas solares. Ele orbita tão próximo de sua estrela companheira — apenas 48 milhões de quilômetros, cerca de 20% da distância entre a Terra e o Sol — que arranca continuamente matéria de sua superfície. Essa matéria não cai diretamente no buraco negro: devido ao momento angular, ela forma um disco de acreção, uma estrutura giratória e extremamente quente que emite intensos raios X. A gravidade do buraco negro aquece o disco a níveis extremos, alimentando o processo que gera tanto radiação quanto jatos relativísticos. Parte da matéria do disco não é engolida, mas em vez disso, é acelerada e expelida pelos polos do buraco negro em jatos poderosos que viajam a cerca de metade da velocidade da luz. Os astrônomos determinaram não apenas sua velocidade, mas também sua potência, algo que até então era difícil de medir diretamente. As imagens obtidas pelo SKA mostraram que os jatos parecem “dançar”, desviando-se em diferentes direções conforme o buraco negro e a estrela orbitam um ao outro. Segundo Steve Prabu, da Universidade de Oxford, essa dança é causada pelos ventos estelares da supergigante azul, que empurram e distorcem os jatos ao longo do tempo. Os resultados confirmam que cerca de 10% da energia liberada pela matéria que cai em direção ao buraco negro é canalizada para esses jatos — um valor amplamente assumido em modelos cosmológicos, mas difícil de comprovar por observações. A medição fornece, pela primeira vez, uma referência sólida para estimar a energia de jatos em outros sistemas. A pesquisa também abre caminho para estudar jatos de buracos negros supermassivos, milhões ou bilhões de vezes mais massivos que o Sol. Como a física fundamental é semelhante, essa medição em Cygnus X‑1 permitirá calibrar futuras observações do SKA, que deverá detectar jatos em milhões de galáxias distantes, ajudando a entender como essas estruturas influenciam a evolução galáctica.

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O que é Geografia

A Geografia é a ciência que estuda o espaço geográfico, ou seja, a relação entre os seres humanos e o meio em que vivem. Ela analisa elementos da natureza — como relevo, clima, rios e vegetação — e também aspectos criados pelas sociedades, como cidades, estradas, economia e população. A geografia é geralmente dividida em duas grandes áreas: Exemplos do que a geografia ajuda a entender: Ela é importante porque ajuda a compreender o mundo, os lugares onde vivemos e como as pessoas interagem com o ambiente. Consulte o IBGE

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