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Categoria: Gestão Ambiental

Por que o nível do mar está mudando?

Para as comunidades e habitats costeiros, o oceano desempenha um papel importante na vida diária. Cerca de 40% da população mundial vive a menos de 100 quilômetros (62 milhas) da costa. À medida que as mudanças climáticas transformam o nosso mundo, a elevação do nível do mar tornou-se uma questão urgente para muitas comunidades costeiras. O livro “Changing Sea Levels: Effects of Tides, Weather and Climate “, escrito pelo oceanógrafo britânico David T. Pugh e publicado pela Cambridge University Press –  oferece uma introdução ao como e porquê da elevação do nível do mar, seus impactos e as ações que podem ser tomadas para enfrentar os desafios que as comunidades costeiras enfrentam devido à elevação do nível do mar. Seja você estudante, cidadão preocupado ou formulador de políticas, “Sobre a Mudança do Nível do Mar” é um guia essencial para ajudá-lo a compreender os meandros da elevação do nível do mar. EXPLICAÇÃO SOBRE O NÍVEL DO MAR: CAUSAS, EFEITOS E AÇÕES. A elevação global do nível do mar está ligada às mudanças climáticas. Por mais de 100 anos, os seres humanos queimaram carvão, gás e petróleo para produzir energia. A queima desses combustíveis fósseis libera gases de efeito estufa na atmosfera. Os gases de efeito estufa aquecem a Terra, como um cobertor que envolve o planeta. A adição de mais gases de efeito estufa torna esse cobertor mais espesso e a Terra fica mais quente. Qual a diferença entre o derretimento do gelo marinho e o derretimento do gelo terrestre ao nível do mar? Cerca de 90% desse calor adicional está sendo absorvido pelo oceano, aquecendo-o. Quando a água aquece, ela se expande e ocupa mais espaço. Isso faz com que o nível da água suba ao longo da costa. Atualmente, cerca de um terço (aproximadamente 33%) da elevação global do nível do mar se deve ao aquecimento dos oceanos. Os outros dois terços (cerca de 66%) da elevação global do nível do mar devem-se ao derretimento do gelo terrestre. À medida que a Terra aquece, o gelo terrestre derrete, incluindo as calotas polares da Groenlândia e da Antártida, bem como outras geleiras de montanha . A água então flui para o oceano, elevando o nível do mar. As emissões de gases de efeito estufa levam ao aquecimento da atmosfera e dos oceanos da Terra. Esse aquecimento resulta no aumento do derretimento das calotas polares e geleiras, bem como na expansão dos oceanos. À medida que o oceano ocupa mais espaço devido ao aquecimento e ganha massa com o gelo anteriormente congelado, o nível global do mar sobe. Com a continuidade das emissões de gases de efeito estufa, o nível global do mar sobe cada vez mais rapidamente ao longo do tempo. Clique para ampliar. Crédito: Allie Braun, NASA JPL. Trechos sobre o nível do mar Como sabemos que o nível do mar está subindo mais rápido do que antes? Durante décadas, os níveis do mar têm sido medidos em todo o mundo com marégrafos e altímetros de satélite . Essas medições são combinadas para calcular a altura média do oceano em todo o mundo, o nível global do mar, a cada mês ou ano. A comparação desses valores ao longo do tempo mostra a magnitude e a taxa de variação do nível global do mar. Quanto subiu o nível do mar nos últimos 100 anos? O nível global do mar tem subido desde o século XIX, quando começaram os registros modernos. E tem subido mais rapidamente nos últimos anos. Levou 90 anos (1902-1992) para o nível global do mar subir cerca de 10 cm. Nos últimos 30 anos (1993-2023), essa mesma elevação, de cerca de 10 cm, ocorreu novamente. Quando representamos graficamente o nível global do mar, não vemos uma linha reta, mas sim uma curva com pequenas oscilações. Esses movimentos, conhecidos como variabilidade, mostram mudanças naturais que ocorrem devido a diversos fatores. Fenômenos como as marés podem alterar o nível do mar em questão de horas ou dias. Grandes eventos climáticos, como o El Niño , podem causar mudanças no nível do mar ao longo de meses ou anos. No entanto, mesmo observando essas oscilações no nível global do mar, essas mudanças naturais não são suficientes para compensar a elevação geral do nível do mar que estamos presenciando devido às mudanças climáticas. Esta animação mostra a elevação do nível médio global do mar entre 1993 e 2023, com base em dados de uma série de cinco satélites internacionais. O pico no nível do mar entre 2022 e 2023 é principalmente consequência das mudanças climáticas e do desenvolvimento do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico. Crédito: Estúdio de Visualização Científica da NASA. Nível do mar global versus local O nível global do mar é a altura média do oceano em todo o planeta. Ele fornece uma visão geral de como os níveis do mar estão mudando e como o oceano está respondendo ao aquecimento global. O nível do mar local refere-se ao nível do mar em um local específico. Muitas vezes, é considerado sinônimo de nível do mar relativo, que é a altura do nível do mar em comparação com a terra adjacente. O nível do mar local depende de muitos fatores. Mudanças na altura da terra, correntes oceânicas e outros fatores naturais desempenham um papel importante. Em alguns lugares, a elevação do nível do mar local pode diferir da elevação global em 100% ou mais. Qual a diferença entre “elevação do nível do mar” e “alteração do nível do mar”? Trechos sobre o nível do mar ​Apesar das variações regionais, o nível do mar subiu em quase todo o planeta nas últimas três décadas. Medições por satélite indicam que o nível do mar subiu em 98% dos oceanos desde 1993. Altitude do terreno, correntes oceânicas e outros fatores que afetam o nível do mar local. O nível global do mar está subindo devido às mudanças climáticas. No entanto, a altura do oceano em nível local também depende de outros fatores, como o movimento vertical da terra e as alterações nas correntes oceânicas. Além disso, a gravidade da Terra causa

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Educação Socioambiental

A necessidade de preservação do meio ambiente é uma das discussões mais importantes e urgentes da atualidade. O tema, hoje pauta constante da agenda internacional, começou a ser abordado mais diretamente somente a partir de 1972, ano da Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Estocolmo, na Suécia. Vinte anos após a conferência de Estocolmo, foi realizada, na cidade do Rio de Janeiro, a Rio-92. O objetivo central dessa edição da conferência era o de informar que, se todos os países em desenvolvimento buscassem alcançar os mesmos padrões e índices de produção dos países mais ricos, chamados de desenvolvidos, os recursos naturais não seriam suficientes, o que causaria graves e irreversíveis danos ambientais. O encontro, que reuniu 62 chefes de Estado, 43 primeiros-ministros e 8 vice-presidentes, entre outras lideranças mundiais, ganhou o sugestivo título de “Cúpula da Terra”. Desde 1995, vem sendo realizada anualmente pela ONU a Conferência das Partes (COP, do inglês Conference of the Parties). Durante esses encontros, ao longo dos anos, foram criadas iniciativas ambientais relevantes, como, na COP 3, o Protocolo de Kyoto (com propostas de metas para a contenção das emissões de gases de efeito estufa), e na COP 21, o Acordo de Paris (mobilização global para limitar o aquecimento global em até 1,5ºC), entre outras. Em novembro de 2023, acontecerá nos Emirados Árabes Unidos a 28ª edição da conferência, a COP28. Para Majid Al Suwaidi, diretor do evento, transição energética, finanças, mitigação das desigualdades sociais e adaptação são os quatro temas que nortearão as negociações dos países, por serem considerados essenciais para a garantia de um futuro limpo e sustentável. Ainda segundo Majid, o Brasil tem uma posição de protagonismo na conferência, em razão dos esforços do país para se reinserir na agenda ambiental global, com ações como: a recuperação do Fundo Amazônia, com captação de recursos para o combate ao desmatamento e a promoção da conservação e do uso sustentável da Amazônia Legal, além do apoio ao desenvolvimento de sistemas de monitoramento e controle do desmatamento no restante do Brasil e em outros países tropicais; a correção da meta climática brasileira, com redução nas emissões de 48% até 2025 e de 53% até 2030; a reformulação do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), que busca reestruturar a política climática brasileira; entre outras. O Brasil também sediou a 30ª edição da conferência, a COP30, em novembro de 2025, em Belém, no Pará. A candidatura foi apresentada pelo presidente Lula logo após ser eleito em 2022, e a confirmação aconteceu em maio deste ano. Para além dessa importante reinserção do país na agenda internacional sobre o tema, é de grande relevância que o assunto esteja presente no dia a dia da sociedade. É nesse sentido que entra como alicerce fundamental para a temática a educação socioambiental. Educação socioambiental: conceitos e políticas públicas A palavra socioambiental é um neologismo que visa abordar questões relacionadas ao meio ambiente e à sociedade. Segundo o Dicionário Ambiental, desenvolvido pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a ideia de unir sociedade e meio ambiente é “abordar os problemas de uma nova maneira, pois, historicamente, a humanidade fez uma divisão entre natureza e cultura, natureza e homem”. O texto, de autoria de Rozélia de Medeiros e edição de Rachel Azzari, menciona ainda que abordar uma questão de maneira socioambiental vai muito além de cumprir as leis referentes ao meio ambiente, resíduos, preservação de biomas, é entender que a sociedade está no planeta e faz parte dele e que a qualidade de vida, incluindo a dos animais e vegetais, deve ser pensada de forma global. Segundo Sheila Ceccon, responsável pela dimensão socioambiental de projetos e assessorias no Instituto Paulo Freire, educação socioambiental é aquela que forma sujeitos comprometidos com a valorização da vida, em todas as suas formas, e que respeitam os outros, o mundo e a si mesmos: Sujeitos cujas práticas diárias são intencionais, impregnadas de sentido. Percebem a inter-relação existente entre as atitudes individuais e os impactos socioambientais locais, regionais e planetários. Cidadãos que não se contentam em agir individualmente de forma responsável, mas ocupam os espaços de participação social buscando contribuir para a transformação de atitudes de tantos outros sujeitos. Homens e mulheres que exercem ativamente sua cidadania, acreditando na possibilidade de transformar a realidade tornando-a mais justa e mais feliz. A Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), estabelecida pela Lei nº 9.795, de 1999, a menciona em seu artigo primeiro: Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. O segundo artigo da PNEA define ainda que “a educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente em todos os níveis e modalidades do processo educativo”. Assim, o meio ambiente passou a ser um tema obrigatório dos currículos escolares, pensado para ser abordado de forma interdisciplinar e contínua. A educação socioambiental, portanto, não é tema de uma disciplina específica, deve ser tratada de forma transversal nas escolas. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que regulam e descrevem os procedimentos a serem adotados pelas instituições escolares para promover a educação socioambiental, o tema pode ser trabalhado sob uma perspectiva interdisciplinar e contextualizada. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), assim como a LDB e os PCNs, indica a inserção da educação socioambiental nos currículos escolares: Cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às escolas, em suas respectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos currículos e às propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora. Esse tema voltou à pauta recentemente em razão da reinserção do Brasil na agenda internacional ligada às mudanças climáticas

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