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Categoria: Espaço Geográfico

PND – PAISAGEM, LUGAR E ESPAÇO GEOGRÁFICO

A Geografia estuda como a sociedade se relaciona com a natureza e como o ser humano transforma os espaços ao longo do tempo. Para compreender essa relação, três conceitos são fundamentais: paisagem, lugar e espaço geográfico. Brasil | Pulsar Imagens | Banco imagens do Brasil (pulsarimagens.com) 🌄 PAISAGEM A paisagem é tudo aquilo que podemos perceber em um determinado espaço, principalmente por meio da visão, mas também pelos sons, cheiros e sensações. Environment Wallpapers | Wallpapers.com Ela é formada por elementos: 1. Elementos naturais São aqueles que existem sem a interferência direta do ser humano, como: 2. Elementos humanos ou culturais São aqueles construídos ou modificados pelas pessoas, como: A paisagem está em constante transformação. Essas mudanças podem ocorrer pela ação da natureza (chuvas, terremotos, erosão) ou pela ação humana (construções, desmatamento, urbanização). Exemplo:Uma área que antes era uma floresta pode se transformar em uma cidade com ruas, casas e comércio. A paisagem mudou devido à ação humana. 📍 LUGAR O lugar é um espaço que possui significado para as pessoas. É aquele local onde desenvolvemos relações, experiências, memórias e sentimentos de pertencimento. Diferente da paisagem, que é aquilo que observamos, o lugar envolve a vivência humana. Passeio Pedra Branca: uma história de pioneirismo | Cidade Criativa Pedra Branca (cidadepedrabranca.com) Podem ser considerados lugares: Cada pessoa pode ter uma relação diferente com um mesmo espaço. Uma praça, por exemplo, pode ser apenas uma paisagem para um visitante, mas pode ser um lugar cheio de lembranças para alguém que cresceu nela 🌎 ESPAÇO GEOGRÁFICO O espaço geográfico é o espaço produzido e transformado pela relação entre a sociedade e a natureza. Mercado imobiliário de Passo Fundo tem queda de 25% na venda de imóveis – O Nacional (onacional.com) Ele é formado pela combinação de: O ser humano modifica a natureza para atender às suas necessidades, criando cidades, estradas, áreas agrícolas e indústrias. Exemplo:Uma região de floresta que foi transformada em área agrícola passa a ser um espaço geográfico, pois houve uma intervenção humana modificando o ambiente. Diferença entre os conceitos Conceito O que representa? Exemplo Paisagem Aquilo que podemos observar em um espaço Uma cidade vista de cima, uma praia ou uma floresta Lugar Um espaço com significado e relação afetiva para as pessoas Casa, escola, bairro Espaço geográfico O espaço transformado pela ação humana ao longo do tempo Uma cidade, uma fazenda ou uma área industrial Relação entre eles: A paisagem mostra as características visíveis de um espaço; o lugar mostra a relação das pessoas com esse espaço; e o espaço geográfico representa o resultado da interação entre sociedade e natureza. MAPA MENTAL

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PND PROFESSORES: fundamentos epistemológicos do pensamento geográfico

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS DE GEOGRAFIA 1 Fundamentos epistemológicos do pensamento geográfico 2 Pressupostos teóricos que fundamentam as categorias geográficas de espaço, de região, de paisagem, de território e de lugar 3 Uso dos recursos naturais e questões socioambientais 4 Aspectos físico-geográficos e dinâmicas da paisagem 5 Dinâmica populacional, elementos demográficos e urbanização no brasil e no mundo 6 Saúde, população e ambiente 7 Sujeitos, processos e dinâmicas dos espaços agrários e rurais 8 Processos de regionalização no brasil e no mundo 9 Interações espaciais, fluxos e formação de redes geográficas 10 Reestruturação produtiva, sistema financeiro e produção (ou transformação) do espaço 11 Diversidade étnico-racial, de gênero e cultural em geografia 12 Geografia histórica e formação territorial do brasil 13 Movimentos sociais e dinâmicas espaciais 14 Geopolítica, geografia política, conflitos e redefinições territoriais 15 Cartografia escolar 16 Geotecnologias na educação geográfica 17 Pressupostos teóricos e metodológicos no ensino e na aprendizagem de geografia 18 As diferentes linguagens na educação geográfica 19 Saberes, raciocínio geográfico e pensamento espacial nos diferentes contextos socio- culturais 20 Comunidades tradicionais e suas territorialidades 21 Geografia inclusiva e direitos humanos 22 Cartografia tátil 23 Questões 23 Questões 24 Gabarito FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS DO PENSAMENTO GEOGRÁFICO A GEOGRAFIA COMO CIÊNCIA: ORIGENS E TRANSFORMAÇÕES A Geografia, como campo do conhecimento, não surgiu de forma repentina nem uniforme. Seu desenvolvimento está diretamente relacionado às mudanças históricas, políticas e científicas que moldaram o pensamento ocidental. Compreender sua origem como ciência envolve analisar os contextos em que ela foi sistematizada, os paradigmas que a influenciaram e as rupturas que redefiniram seu objeto de estudo. ▸A constituição da Geografia como ciência moderna Embora a preocupação com a descrição de lugares, rotas e características naturais exista desde as civilizações antigas — como nos mapas babilônicos, na Geografia de Estrabão e nas descrições de Heródoto — foi somente no século XIX que a Geografia passou a ser formalizada como uma ciência autônoma. Esse processo está ligado ao surgimento do Estado-nação, à expansão colonial europeia e à necessidade de conhecer e controlar territórios. Nesse contexto, destaca-se a figura de Alexander von Humboldt, considerado um dos pais da Geografia moderna. Ele propôs uma visão integradora da natureza, baseada na observação empírica e na busca por leis naturais. Ao lado dele, Carl Ritter destacou o papel da relação entre o homem e o meio ambiente, trazendo um enfoque mais voltado às interações humanas com o espaço geográfico. Essas primeiras formulações foram influenciadas por um pensamento de base positivista, que acreditava na observação sistemática e na objetividade científica como caminhos para o conhecimento. Assim, a Geografia se estruturava como uma ciência descritiva, voltada à classificação de fenômenos físicos e humanos do espaço terrestre. ▸Influência do positivismo e da tradição clássica No final do século XIX e início do século XX, a Geografia acadêmica europeia, sobretudo na Alemanha e na França, consolidou-se sob forte influência do positivismo. Acreditava-se que a ciência geográfica deveria descrever a superfície da Terra com rigor e neutralidade, enfatizando a coleta de dados sobre o relevo, o clima, a vegetação e a distribuição populacional. Nesse momento, a Geografia se preocupava principalmente com a catalogação das paisagens e com o mapeamento de áreas, reforçando sua utilidade prática para os projetos imperiais e de planejamento estatal. O espaço era visto como algo fixo, objetivo e independente da ação humana. Essa visão ficou conhecida como Geografia Tradicional ou Clássica, marcada por um foco descritivo, regionalista e muitas vezes determinista. O geógrafo francês Paul Vidal de La Blache, embora crítico do determinismo ambiental, ainda mantinha um olhar regionalista e descritivo, desenvolvendo o conceito de “gênero de vida” para explicar as formas como as sociedades se adaptavam aos seus ambientes. ▸A crítica ao determinismo ambiental O determinismo ambiental, que afirmava que o meio natural condicionava de forma decisiva o comportamento humano e o desenvolvimento das sociedades, ganhou força no início do século XX. Essa abordagem foi especialmente difundida por geógrafos como Friedrich Ratzel, que via uma relação direta entre o clima, o relevo, os recursos naturais e o progresso das civilizações. Contudo, esse modelo começou a ser criticado por sua rigidez e por negligenciar os aspectos sociais, históricos e culturais da ação humana. A partir da década de 1930, com o avanço das ciências sociais e da crítica marxista, passou-se a valorizar mais o papel ativo da sociedade na produção e transformação dos espaços. Essa transição marca uma virada epistemológica importante: o espaço deixa de ser apenas o cenário onde os eventos ocorrem e passa a ser entendido como um produto das relações sociais, um espaço vivido, construído e modificado historicamente. Além disso, o século XX viu emergirem novas abordagens que romperam com o paradigma positivista, como a Geografia Quantitativa, que introduziu métodos estatísticos e modelos matemáticos, e, posteriormente, a Geografia Crítica, que trouxe a análise das desigualdades e das contradições sociais como elementos centrais do estudo geográfico. A constituição da Geografia como ciência moderna está profundamente ligada aos interesses geopolíticos e científicos do século XIX. Suas origens positivistas e descritivas, baseadas no conhecimento empírico do espaço, deram lugar a visões mais complexas e críticas ao longo do tempo. A crítica ao determinismo ambiental foi um passo essencial para o desenvolvimento de abordagens mais integradas, que reconhecem o papel ativo das sociedades na construção do espaço geográfico. Entender essas transformações é essencial para acompanhar os debates contemporâneos sobre o papel da Geografia enquanto ciência social, política e ambiental. CORRENTES E PARADIGMAS NO PENSAMENTO GEOGRÁFICO Ao longo de sua história, a Geografia passou por diversas transformações teóricas que refletem mudanças nos modos de entender o mundo e o papel da ciência. Essas transformações resultaram no surgimento de diferentes correntes e paradigmas que disputaram (e ainda disputam) a forma como se define o objeto, os métodos e os objetivos da Geografia. Compreender essas correntes é fundamental para perceber como a Geografia se constitui como campo científico em constante reconstrução. ▸Geografia Tradicional: descrição, regionalismo e influência natural A chamada Geografia Tradicional dominou o cenário acadêmico entre o final do século XIX e meados do século

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